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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Direitos e deveres do Animador

Direitos:
- Os direitos estabelecidos para os trabalhadores no geral, estão garantidos aos ASC, bem como os direitos profissionais decorrentes do presente Estatuto.
- Direitos profissionais do ASC:
     - Direito de participação;
     - Direito à formação e informação para o exercício da sua função;
     - Direito ao apoio técnico, material e documental;
     - Direito à segurança na actividade profissional;
     - Direito à negociação colectiva.

Deveres:
– O ASC está obrigado ao cumprimento dos deveres estabelecidos para os trabalhadores em geral e dos deveres profissionais decorrentes do presente Estatuto.

– Decorrendo da natureza da função exercida, são deveres profissionais do animador:
              - Contribuir para a formação e realização integral dos indivíduos, promovendo o desenvolvimento das suas capacidades, estimulando a sua autonomia e criatividade, incentivando a formação de cidadãos civicamente responsáveis e democraticamente intervenientes na vida da comunidade;
     -  Reconhecer e respeitar as diferenças socioculturais dos membros da comunidade, valorizando os diferentes saberes e culturas, combatendo processos de exclusão e discriminação, promovendo a interculturalidade;
     - Colaborar com todos os intervenientes da animação sociocultural, favorecendo a criação e o desenvolvimento de relações de respeito mútuo;
      - Participar na organização e assegurar a realização das actividades de animação sociocultural;
      - Sigilo profissional, respeitando a natureza confidencial da informação relativa aos cidadãos;
      - Reflectir sobre o trabalho realizado individual e colectivamente;
          Enriquecer e partilhar os recursos da animação sociocultural, bem como utilizar novos meios que lhe sejam propostos numa perspectiva de abertura à inovação e de reforço da qualidade da animação sociocultural;
      - Co-responsabilizar-se pela preservação e uso adequado das instalações e equipamentos que utilize;
     - Actualizar e aperfeiçoar os seus conhecimentos, capacidades e competências, numa perspectiva de desenvolvimento pessoal e profissional;
     - Cooperar com os restantes intervenientes na animação sociocultural com vista à implementação de projectos e animação;
     - Promover as relações internacionais e a aproximação entre povos.

Webgrafia: ANASC - Estatuto do animador sociocultural, (s.d.), 8 Out. 2010, http://anasc.no.sapo.pt/estatuto%20do%20ASC.htm

     Visto isto, podemos concluir que um animador tem muito trabalho e pensa muito na sociedade e nos indivíduos. Contudo, temos imenso gosto de executar o nosso trabalho fazendo assim destes deveres o nosso dia-a-dia que não nos custa nada.
Em relação aos direitos o que eu acho que seja mais importante é o Direito ao apoio técnico, material e documental, porque com esses apoios é muito mais fácil desempenhar-mos as nossas funções com sucesso.
Relativamente aos deveres, tenho como mais importante, o segundo ponto que fala de respeitar, valorizar e promover as diferenças, pois acho que é um ponto muito falado mas que ainda existe muita discriminação.

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Desemprego

Definição de desemprego

   Um indivíduo é considerado como desempregado quando possui uma idade mínima de quinze anos e que se encontre nas seguintes situações, simultaneamente: não possui um trabalho remunerado ou qualquer outro, encontrando-se disponível para trabalhar em qualquer um que possa surgir; tenha procurado um trabalho, isto é, que tenha feito diligências ao longo das últimas quatro semanas para encontrar um emprego remunerado ou não.


Causas do desemprego

Desemprego involuntário: é considerado quando termina um contracto de trabalho ou que tenho sido reformado por invalidez e seja em posterior exame de revisão da incapacidade, considerado apto para o trabalho.

Desemprego voluntário: as principais causas deste resultam do comportamento dos indivíduos e do custo de trabalho.

As causas mais citadas são: o desenvolvimento tecnológico, a globalização, a terceirização, a desindustrialização, o excesso de concentração da renda, os modernos métodos de gestão, etc.


Consequências

O desemprego dá origem a:
  • uma perda de produção e peso fiscal (o estado tem que contribuir com produtos para as famílias no desempregos);
  • perda de liberdade e exclusão social (o indivíduo ao ter que recorrer ao financiamento através da segurança social sente-se inferior e envergonhado tendo assim tendência a se isolar);
  • perda de qualificações e danos de longo prazo (ao estar parado não desenvolve a mente, logo, vai esquecendo aquilo que aprendeu);
  • a nível psicológico, perda de motivação e trabalho futuro (ao longo do tempo o desempregado vai se resignando e perdendo a motivação de procurar emprego;
  • perda de relações humanas e vida familiar (o desemprego pode dar origem a uma perda de identidade, conflitos/crise familiar, levando ao isolamento).
Estudos comprovam que o desemprego aumenta os problemas relacionados com a saúde física e mental do trabalhador; que a violência e o crime, de um modo geral, também estão directamente relacionados. Este pode ainda provocar desorganização familiar e social. Estudos já descobriram relação entre aumento de desemprego e aumento de divórcios.

Medidas de combate ao desemprego:
Pode-se tentar criar uma flexibilização do mercado de trabalho, redução da jornada de trabalho, trabalho de tempo parcial, licenças remuneradas, restrição às horas extras, trabalho compartilhado, treinamento e requalificação de recursos humanos, além de outras possibilidades.

Webgrafia: Campos, Aline e Conceição, Hugo F. - Mercado de Trabalho, emprego e desemprego, Maio 2007 (online), 7 Out., http://prof.santana-e-silva.pt/economia_e_gestao/trabalhos_06_07/word/Mercado%20de%20trabalho,%20emprego%20e%20desemprego.pdf; Reinert, José Nilson - Desemprego: causas, consequências e possíveis soluções, (s.d.), 7 Out.,  http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:r4A-Wv2qtt0J:www.periodicos.ufsc.br/index.php/adm/article/download/8065/7448+causas+do+desemprego&hl=pt-PT&gl=pt&pid=bl&srcid=ADGEESjh3_hkW-MThXq8h_ByP27uQwa8db5hr2RwwkvTcHa1VyweZ6sSnHcsyeyifNVo6CYEcCidVCnnfM4NolJfCdBwZJMvw8bGoNVV6_RbauK6MBxo2AKGs4kcoRukDWBJI0wfcS84&sig=AHIEtbQxDzFaq0-u-rmkvMtHEcA_QcVVyw 

Bibliografia: Cardoso, M. Manuela e Reis, Vítor – Introdução à Economia, 10º ano: Edições ASA, 1999, 1ª Edição, pág. 73


Em relação ao animador acho que ainda não há muito desemprego, esta profissão já está muito mais conhecida mas ainda não está em abundância, pois também existe muitas áreas dentro da mesma. Também é uma profissão que muitos fazem por conta própria.

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Taxa de actividade e taxa de desemprego

   A taxa de actividade é um indicador que nos permite saber a relação entre a população activa e a população de um país. A taxa é apresentada em percentagem.
   A população activa é considerada aqueles indivíduos que estão em idade activa onde procura, exerce ou já teve uma actividade remunerada. Estando assim incluídos os jovens à procura do primeiro emprego, trabalhadores com emprego remunerado, militares e desempregados.


Ex. se o resultado do cálculo for 36,3%, significa que em cada 100 pessoas residentes em Portugal, 36,3 têm ou procuram uma actividade remunerada.


A taxa de desemprego indica-nos em cada 100 activos quantos estão desempregados. Esta lê-se em percentagem.


Bibliografia: Cardoso, M. Manuela e Reis, Vítor – Introdução à Economia, 10º ano: Edições ASA, 1999, 1ª Edição, pág. 72.

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sábado, 25 de setembro de 2010

Taylorismo, Fordismo

Sobre este tema eu optei por inserir um vídeo do youtube onde descreve melhor o assunto de forma resumida e mais dinâmica.



Contudo deixo aqui uma breve abordagem sobre o tema.

Taylor defendia certos aspectos como:
--> colaboração entre o trabalho de direcção e de execução, criando um bom clima psicológico de cooperação;
--> remuneração do trabalhador em função do seu rendimento, como forma de o estimular;
--> eliminação de todos os movimentos inúteis e simplificação das tarefas, de modo a submeter o trabalhador a cadências bem determinadas;
--> normalização dos produtos, diminuindo o número de variedades, eliminando tempos inúteis e tornando o trabalhador mais hábil.

Henry Ford defendia os mesmos princípios que Taylor, acabando por aplicá-los na concepção da linha de montagem e produção em série.

Vantagens:
  • a repetição da mesma operação conduz ao adestramento do trabalhador, aumentando a sua rapidez e, por isso, a produtividade do trabalho;
  • a repetição aumenta a habilidade do trabalhador e melhora o seu conhecimento dos instrumentos de trabalho, reduzindo-se desta forma o número de produtos defeituosos;
  • elimina tempos mortos resultantes da passagem do trabalhador de uma máquina para outra, quando este muda de fase de fabrico, havendo assim uma diminuição dos custos de produção.

Desvantagens:
  • a repetição durante todo o dia, e anos sucessivos, provoca a diminuição das potencialidades intelectuais, cansaço físico e psíquico;
  • provoca dificuldades de adaptação a novas tarefas de produção impostas pelo avanço tecnológico.

Bibliografia: Cardoso, M. Manuela e Reis, Vítor – Introdução à Economia, 10º ano: Edições ASA, 1999, 1ª Edição, pág. 67 a 69.

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tipos e formas de trabalho

Existe três tipos de trabalho: full-time, part-time e casual.
Full-time, consiste em trabalhar por tempo inteiro, até 40 horas semanais.
Part-time tem o limite de trabalho até 20 horas por semana. Os horários são fixos e não passam de quatro horas de trabalho por dia.
Casual não tem horário fixo nem um compromisso diário. Normalmente é usado em ocasiões ou actividades específicas.

Webgrafia: Hello Australia, Tipos de trabalho, 2009, 24 de Setembro de 2010, http://www.helloaustralia.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=53&Itemid=89&lang=pt

Num animador é usual os três tipos de trabalho, depende de onde está inserido no mercado de trabalho e/ou se anima por exemplo festas de aniversário sendo neste caso considerado trabalho casual.

Existe várias formas de trabalho: trabalho manual, intelectual, simples, complexo, de execução, de investigação, de organização e direcção.

Trabalho manual: exige maioritariamente um esforço físico, ex. pescador.
Trabalho intelectual: exige predominantemente esforço mental, ex. contabilistas.
Trabalho simples: pode ser executado por qualquer pessoa, mesmo sem qualificações, exigindo apenas aptidões naturais de qualquer ser humano.
Trabalho complexo: trabalho qualificado com aprendizagem prévia e especialização através da divisão social e técnica do trabalho.
Trabalho de execução: trabalhadores qualificados ou não-qualificados produzem de forma directa bens ou serviços, ex. artesão.
Trabalho de organização e direcção: executado de forma indirecta, permite fazer um eficaz funcionamento da empresa ou organização, estando ligado ao desempenho de funções de previsão, organização e coordenação.
Trabalho de investigação: permite a descoberta e inovação nas empresas, organismos públicos de investigação e desenvolvimento; tendo assim como objectivo a realização de pesquisas de carácter científico e técnico.

Bibliografia:
Cardoso, M. Manuela e Reis, Vítor – Introdução à Economia, 10º ano: Edições ASA, 1999, 1ª Edição, pág. 62 a 64.



Em relação ao animador penso que executa um pouco de todas as formas de trabalho: executa as actividades preparadas (manual), pensa e planifica as actividades / projectos (intelectual), toda a gente consegue fazer uma actividade com um certo público-alvo (simples), os animadores na sua maioria acabam por se especializar numa só área e tem que andar sempre em constante aprendizagem (complexo), em projectos por vezes criamos materiais recicláveis em roupa ou construímos bens (de execução), temos que manter a organização e controlo das actividades e/ou do público-alvo (de organização e direcção), pesquisamos e fazemos formações com objectivo de inovar o nosso trabalho (de investigação). Como podemos ver, um animador faz muita coisa.

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Noção de trabalho

   A origem etimológica da palavra "trabalho" significa tripalium, ou seja, instrumento de tortura composto de três paus ou varas cruzadas, ao qual se prendia o réu (segundo R. Cabral). Também tem como significado: exercício de actividade humana, manual ou intelectual, produtiva, física; serviço.
   No caso do animador acho que o trabalho inclui actividade física mas é maioritariamente intelectual, isto porque, nós temos que pensar nas actividades, fazer as planificações das mesmas, pensar como captar a atenção do nosso público-alvo e como os irá ajudar (ex. memória, capacidade motora, etc), entre outros aspectos.
    
   Durante os séculos da Idade Média o trabalho era considerado um sinal de inferioridade, escravidão; com a evolução das sociedades isso mudou passando a ser uma fonte de realização pessoal e social onde faz com que os Homens se sintam com dignidade. Conseguindo assim também uma satisfação das necessidades (transformando matérias primas em produtos acabados, por ex. serviços ou bens).
   O trabalho permite assim obter bens, serviços, desenvolvimento económico e (actualmente) prestígio pessoal.


     Antigamente (e hoje ainda um pouco) havia muita divisão natural do trabalho para cada sexo, os homens têm um certo tipo de trabalhos e as mulheres, outro. Na idade média, os homens dedicavam-se à caça e as mulheres à colheita de frutos.
    Também existia / existe muita divisão social do trabalho, os homens estão mais especializados num certo tipo de áreas (ex. mecânico, pedreiro; e as mulheres, cabeleireiras, manicures). Hoje em dia já se vê mulheres pedreiras, camionistas, mecânicas, etc e homens cabeleireiros, manicures, estilistas, etc.
   Existe também a divisão técnica do trabalho que consiste numa divisão da execução do produto em várias fases, surgindo assim a produção em série e das linhas de fabrico. Passando assim o produto por vários sectores ou pessoas, onde cada um lhe dará o seu contributo naquilo em que está mais especializado.
  
     Na área da animação não há distinções na divisão natural. Qualquer pessoa preparada para tal pode ser um asc. Temos também um papel importante nesta questão das diferenças, acho que nós como animadores devemos sempre promover o conceito de igualdade (entre outros tão importantes como este), devemos tentar orientar ou fazer ver uma outra perspectiva para quem tem este tipo de "preconceito". Somos todos iguais, todos temos objectivos, todos temos necessidades. Quanto à divisão social estamos inseridos na profissão do Animador Sociocultural, onde depois nos especializamos na área que pretender mos (ex. animação infantil, organização de eventos, etc). Relativamente à divisão técnica do trabalho acho que não executamos esse tipo de divisão.


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Conteúdos a desenvolver no módulo 7 - O Trabalho

·       A evolução do conceito de trabalho
·       As novas formas de organização do trabalho
·       A evolução das relações de trabalho e a sua interacção com a organização social
·       Contacto com as propostas clássicas do Séc XX sobre organização do trabalho: Taylorismo, Fordismo e a crise dos modelos
·       As novas tecnologias no trabalho
·       Os direitos e deveres do trabalhador.

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